Dia 94 — Alto Nível

1/ O ministro da Educação disse que os livros didáticos vão mudar para dizer que não houve golpe em 1964. Em entrevista, Vélez ecoou o revisionismo histórico do presidente e de outros discípulos de Olavo de Carvalho. Na visão de Vélez, o que houve foi um “regime democrático de força”. Ironicamente, a fala irritou ainda mais os militares, que vêm pedindo a cabeça de Vélez há meses. Hoje, mais dois indicados por Vélez foram exonerados, incluindo seu chefe de gabinete. Com os sucessivos escândalos, o ministério já perdeu pelo menos 14 ocupantes de cargos estratégicos desde o começo do ano. (Valor / DW / Folha)

2/ Bolsonaro se reuniu com líderes partidários, buscando apoio para a reforma da Previdência. O presidente disse que a conversa ocorreu em “alto nível”, e que não se falou nada sobre cargos. Porém, um dos líderes convidados afirmou que não ia pedir nada porque acreditava que Bolsonaro estaria gravando as conversas para depois divulgar nas redes sociais. Os líderes também combinaram de não irem para as reuniões sozinhos, para que existissem testemunhas do que foi conversado com o presidente. (R7 / Valor)

Redação