Dia 92 — Desalentados

1/ O desemprego cresceu no governo Bolsonaro, e agora afeta 13 milhões de brasileiros. O presidente, inconformado, jogou a culpa no IBGE, a fundação pública responsável pela estatística. Na lógica do presidente, a metodologia do teste faria com que as pessoas que tinham desistido de encontrar um emprego e passaram a procurar agora causassem um aumento no número de desempregados. Porém, no período avaliado o número de pessoas que desistiram - os chamados desalentados - também cresceu, atingindo um recorde de 4,85 milhões. O IBGE informou que utiliza a metodologia recomendada pela Organização Internacional do Trabalho. (Globo / Veja)

2/ Encerrando sua visita a Israel, Bolsonaro afirmou que o nazismo era de esquerda, contrariando o próprio museu do Holocausto que tinha acabado de visitar. Para Bolsonaro, o fato do Partido Nacional Socialista ter “socialista” no nome o qualifica como um partido de esquerda. Mas como o próprio Hitler escreveu em seu livro Mein Kampf, o nome era apenas uma estratégia eleitoral para atrair a classe trabalhadora, uma vez que o partido era violentamente oposto ao socialismo. O memorial Yad Vashem afirma que a ascenção de Hitler só foi possível graças ao “crescimento de grupos radicais de direita” na Alemanha, sentimento ecoado pelo embaixador alemão no Brasil, que chamou a tese contrária de “besteira”. Bolsonaro aproveitou a ocasião para relembrar ainda a homenagem que fez ao torturador Carlos Ustra, um dos heróis do presidente. (DW / G1 / BBC)

Redação