Dia 67 — Dia da Mulher

1/ O número de feminicídios registrados subiu 12% em 2018 em relação ao ano anterior. Em 71% dos casos o suspeito é o parceiro da mulher, muitas vezes após brigas, ciúmes ou suposta traição. Uma mulher é morta a cada duas horas no país, e especialistas afirmam que o número deve aumentar com a flexibilização da posse de armas assinada por Bolsonaro em janeiro. (G1 / Folha / Vice)

2/ Damares Alves anunciou que o governo irá às escolas ensinar os meninos a respeitar as meninas, incluindo “levar flores” e “abrir a porta”. A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos defendeu que dessa forma não estariam colocando a mulher em situação de fragilidade, mas sim que “vamos elevar a mulher para o patamar de um ser especial”. A ministra também lançou a campanha “Salve uma mulher”, voltada para “profissionais da área de beleza que lidam com mulheres todos os dias”. (Veja)

3/ Bolsonaro ironizou o número de mulheres em seu governo, dizendo que cada uma vale por dez homens. Das 22 pastas ministeriais, apenas duas são comandadas por mulheres: Damares Alves, do ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos; e Tereza Cristina, a ministra da Agricultura. O presidente também citou a Bíblia e afirmou que vai “continuar lutando para que cada vez mais vocês (mulheres) façam parte de nossas vidas”. (R7)

pesquisa/ Segundo o IBGE, o rendimento financeiro das mulheres é, em média, 20,51% menor do que a de homens na mesma ocupação. Ser mulher, de acordo com essa análise, custa cerca de 529 reais por mês. As mulheres também têm menos oportunidade de entrar no mercado de trabalho, trabalham menos horas por dia em função da jornada doméstica, e recebem menos por hora trabalhada que seus pares masculinos. (Veja)

Redação