Dia 57 — Peculato

1/ Jair Bolsonaro é suspeito de peculato e improbidade administrativa, por ter mantido Nathalia Queiroz como funcionária fantasma em seu gabinete na Câmara dos Deputados. Nathalia é filha de Fabrício de Queiroz, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro investigado por esquema de lavagem de dinheiro. Ela estava lotada no gabinete de Jair Bolsonaro em Brasília, onde cumpria jornada de 40 horas semanais, e ao mesmo tempo atendia diariamente como personal trainer no Rio de Janeiro. (G1 / Correio)

2/ Onyx Lorenzoni foi autorizado a negociar diretamente cargos em troca da aprovação da reforma da Previdência. Após deputados reclamarem da dificuldade para se reunirem com os ministros do governo, Bolsonaro autorizou o chefe da Casa Civil a coordenar as negociações. O objetivo é abrigar aliados políticos em cargos na Esplanada, em autarquias e nas empresas públicas. A deputada Joice Hasselmann (PSL) defendeu a prática, afirmando que “nosso presidente sempre foi muito claro quando diz que não haverá toma lá dá cá. O problema não é a indicação, e sim a corrupção”. (Correio)

3/ O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, exonerou 21 superintendentes do Ibama nos estados, a maior parte no Norte e Nordeste. De acordo com um dos exonerados, o ministro teria anunciado a intenção de nomear militares reformados para os cargos, mas ainda não houve nenhum pronunciamento oficial do ministério sobre o assunto. (UOL)

4/ O ministério da Educação desistiu de pedir vídeos de estudantes cantando o Hino. A mensagem do MEC continha o slogan de campanha do Bolsonaro, e pedia que as escolas gravassem seus alunos. Após intensas críticas e ações judiciais, o ministro Ricardo Vélez já havia se comprometido a retirar o slogan e só usar as imagens das crianças com autorização dos pais. Agora, a consultoria jurídica do ministério afirmou que o pedido foi suspenso “por questões técnicas”, citando a dificuldade de armazenar os arquivos de vídeo. (Veja)

Redação