Dia 57 — Overbooking

1/ Rodrigo Maia prometeu os mesmos cargos pra mais de uma pessoa. Buscando recompensar os partidos que apoiaram sua eleição como presidente da Câmara dos Deputados, Maia exagerou na hora de distribuir as chefias das comissões da casa. A Comissão de Finanças e Tributação está sendo disputada entre PSL e MDB. A Comissão de Transportes, entre DEM e MDB. Já a Comissão de Constituição e Justiça deve ser presidida por um rodízio de três parlamentares do PSL. (Estadão / Veja)

2/ Base “aliada” do governo negocia diretamente com Bolsonaro a troca de cargos e emendas parlamentares pelo apoio à reforma da Previdência. Insatisfeitos com ofertas de posições do segundo escalão do governo, os líderes partidários querem ministérios - a serem entregues pelo governo no segundo semestre, depois da aprovação da reforma. Caso contrário, ameaçam “desfigurar” o texto, retirando ou modificando os termos mais polêmicos da proposta encaminhada pelo governo. (Correio)

3/ A primeira tentativa de conversa entre Bolsonaro e a oposição fracassou. O presidente havia convidado os líderes do PDT e do PSB para falar sobre a aprovação da reforma da Previdência, mas os dois recusaram o almoço. O objetivo era repetir o que Rodrigo Maia fez em sua eleição, dividindo a oposição e isolando o PT e o PSOL. Dessa vez, a solidariedade prevaleceu: “Achamos por bem não participar porque é, no mínimo, uma inabilidade não chamar outros partidos”, disse o líder do PDT, o deputado André Figueiredo. (Veja)

pesquisa/ 38,9% dos brasileiros consideram positivo o governo de Jair Bolsonaro. Em comparação, no período equivalente 56,6% aprovavam o primeiro mandato de Lula, e 49,2% avaliavam como positivo o primeiro mandato de Dilma. Sobre a reforma da Previdência, apenas 43,4% apoiam a proposta apresentada. (UOL / Veja)

Redação