Dia 50 — Vazamentos

1/ Mensagens vazadas mostram que Bolsonaro mentiu sobre não ter conversado com Bebianno. Os áudios revelam os dois discutindo no dia 12 sobre Bebianno ter planejado receber representantes da Globo, que Bolsonaro considera inimigos, e sobre a viagem de ministros ao Pará, que Bebianno havia articulado e Bolsonaro mandou cancelar. No dia seguinte, Bolsonaro afirmou à imprensa que não havia falado com o ministro. Questionado por Bebianno sobre a contradição, Bolsonaro insinuou que trocar mensagens de áudio por What’s App não conta como “falar” com alguém. (Veja)

2/ O governo desmembrou o projeto anticorrupção de Moro, enfraquecendo a criminalização do caixa 2. Julgada separadamente, a criminalização do uso de verbas eleitorais não declaradas tem poucas chances de aprovação no Congresso, que já rejeitou proposta semelhante em 2016 e tem um grande número de parlamentares sendo investigados pela prática, incluindo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre; e o senador Flávio Bolsonaro. Ainda que aprovado, o projeto de lei prevê penas menores para o crime, contradizendo declarações de Moro de que “caixa 2 é pior que corrupção”. (Correio / Veja)

3/ A Câmara dos Deputados derrubou decreto sobre dados secretos, na primeira derrota parlamentar do governo. O decreto assinado em janeiro ampliava o número de servidores que poderiam classificar dados como ultrassigilosos, e havia sido considerado um retrocesso na transparência pública. A derrota é considerada um reflexo da insatisfação das lideranças partidárias com a articulação política do Palácio do Planalto. Nem mesmo o partido do próprio presidente, o PSL, apoiou integralmente a proposta. (G1 / Congresso em Foco)

4/ Bolsonaro teve recurso negado no STF e terá que pagar 10 mil reais a Maria do Rosário. A quantia se deve a danos morais causados pelo então deputado, que afirmou que não estupraria a deputada Maria do Rosário “porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia, não faz meu gênero, jamais a estupraria. Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar, porque não merece”. A pena também prevê veiculação de retratação pública em jornal de grande circulação e nos canais de Bolsonaro no Facebook e no YouTube. (G1 / Folha)

Redação