Dia 43 — Amazônia Brasileira

1/ O general Augusto Heleno afirmou que quem manda na Amazônia brasileira é o Brasil, redobrando os esforços para evitar que o Vaticano, países europeus e ONGs “fiquem dando palpite” sobre a política ambiental do governo. Porém, o general também reconheceu que decisões ecológicas em um país podem afetar os demais: “Não vou me meter na Amazônia colombiana, desde que o que for feito não afete a integridade ecológica da nossa Amazônia”. O general também afirmou, erroneamente, que o Brasil era o país que menos desmatou no mundo. Na realidade, o Brasil é o país que mais desmatou, perdendo 400 mil quilômetros quadrados de cobertura vegetal em apenas 32 anos. (R7 / Época)

2/ O governo prepara pacote de obras em áreas isoladas da Amazônia. Estão planejadas uma ponte sobre o rio Amazonas, uma hidrelétrica e a extensão da BR-163 até a fronteira com o Suriname. A área envolvida no projeto é formada por reservas ambientais e territórios indígenas. Para negociar com os líderes locais, o governo enviou o ministro Gustavo Bebianno, o antigo advogado de Bolsonaro; o ministro Ricardo Salles, condenado por favorecer ilegalmente mineradoras em processos ambientais; e a ministra Damares Alves, acusada de sequestrar uma criança indígena de sua aldeia. (Estadão / UOL)

3/ Em entrevista ao programa Roda Viva, o ministro do Meio Ambiente desdenhou Chico Mendes, reconhecido internacionalmente como uma referência na causa ambiental. Chico Mendes era um seringueiro e ativista pela preservação da floresta amazônica, e foi assassinado em 1988 por um fazendeiro da região. O ministro Ricardo Salles afirmou que “ouviu histórias dos dois lados” e que Mendes teria “usado os seringueiros pra se beneficiar”. Ao ser confrontado pelo jornalista Ricardo Lessa, que destacou a homenagem que o ativista recebeu da ONU, o ministro retrucou: “O que importa quem é Chico Mendes agora?”. (Correio / Exame)

Redação