Dia 42 — Sínodo

1/ O governo se prepara pra enfrentar a Igreja Católica em temas que considera “de esquerda”. Relatórios da Abin e dos comandos militares alertam contra o suposto perigo do Sínodo da Amazônia, encontro em que bispos do mundo inteiro irão discutir assuntos como desmatamento, mudança climática e a situação dos povos indígenas e quilombolas. Enxergando a Igreja como uma aliada do PT, o governo vai procurar neutralizar o Sínodo de todas as formas. O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, o general Augusto Heleno, defendeu a iniciativa como um trabalho para “impedir que interesses estranhos acabem prevalecendo na Amazônia”. (Estadão)

2/ Bolsonaro nomeou um general para comandar o Instituto de Reforma Agrária. Jesus Corrêa, em entrevista, afirmou que não pretende dialogar com o MST, e evadiu perguntas sobre como seriam as políticas de sua gestão no Incra. O instituto é responsável pelo ordenamento fundiário do país e por executar a reforma agrária. Antes parte da Casa Civil, desde o novo governo o Incra foi incorporado ao Ministério da Agricultura, que também passou a ser responsável pela demarcação de terras indígenas e quilombolas. A atual ministra, Tereza Cristina, era a líder da bancada ruralista no Congresso quando era deputada. (G1 / Folha)

3/ Quatro escolas públicas do DF aderiram ao Projeto Escola Militar. O projeto, defendido pelo Ministro da Educação para todo o país, prevê que os alunos usem cortes de cabelo aprovados pela escola, e que os próprios estudantes ajudem a fiscalizar o uso de uniforme, as faltas e eventuais problemas disciplinares de seus colegas em reunião diária com os militares chamada de “momento cívico”. Nesse modelo, bombeiros e policiais são responsáveis pela segurança e disciplina da escola, e também indicam um co-diretor. No contraturno, os militares também serão responsáveis por aulas de ética, cidadania, esporte e musicalização. (JBr / EBC / Correio)

Redação