Dia 37 — Suspeição

1/ Uma nova investigação sobre Flávio Bolsonaro chegou à Procuradoria-Geral da República. Dessa vez, estão sob suspeita os negócios imobiliários do filho do presidente, que teria cometido fraude ao declarar à Justiça Eleitoral imóveis com preço muito abaixo do real, em possível crime de lavagem de dinheiro. Bolsonaro e seus filhos têm apartamentos no valor de pelo menos 15 milhões de reais. Só Flávio gastou mais de quatro milhões na área em menos de três anos, quantia incompatível com seu salário de deputado ou com os rendimentos de sua loja da Kopenhagen. O caso deve ser encaminhado ao Ministério Público Eleitoral no Rio de Janeiro. (O Globo / Folha)

2/ O promotor das investigações sobre as movimentações financeiras no gabinete de Flávio Bolsonaro se declarou suspeito e deixou o caso. Claudio Calo havia feito posts favoráveis aos Bolsonaro no Twitter, inclusive questionando a própria investigação que iria comandar. O membro do Ministério Público disse ainda que havia conversado com Flávio no fim do ano passado, em encontro facilitado por amigos em comum. Pela distribuição do processo, agora deve assumir o promotor Luís Otávio Lopes, responsável pela prisão de Sininho e de outros manifestantes em 2013. (Folha / Veja)

3/ O deputado do PSL Márcio Labre apresentou projeto de lei que proibiria o uso de métodos anticoncepcionais. O texto classifica como “micro abortivos”, entre outros, o DIU, a pílula do dia seguinte e a “vacina anti-HCG”, uma imaginária vacina esterilizante que é centro de teorias da conspiração na internet. A comercialização ou venda desses produtos seria alvo de multa e possível interdição. Na justificativa, Labre afirmou erroneamente que o Ministério da Saúde recomenda o aborto até cinco semanas de gestação, e que o projeto conta com a proteção de Deus. (Carta / Câmara)

4/ Lula foi condenado novamente na Lava Jato e sentenciado a mais 12 anos de prisão. O processo se referia às reformas do sítio de Atibaia, pagas pela empreiteira Odebrecht, no valor de um milhão de reais. Lula havia sido condenado anteriormente no caso do triplex do Guarujá, também com pena de 12 anos. (Veja / R7)

Redação