Dia 2 — Animais em Zoológicos

1/ Tomaram posse os chefes dos 22 ministérios do governo Bolsonaro, apesar de promessas de campanha de que seriam apenas 15. Entre os novos ministros, oito fizeram carreira nas Forças Armadas. Foram extintos os ministérios de Transporte, Indústria, Esporte, Cidades, Cultura, Trabalho e Segurança Pública, além de diversas secretarias. (G1 / Estadão)

2/ Bolsonaro passou a demarcação de terras indígenas e quilombolas para o Ministério da Agricultura, comandado por uma líder ruralista. O Serviço Florestal Brasileiro também foi transferido para a mesma pasta. Tereza Cristina, atual ministra e ex-deputada federal pelo DEM, era presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária. Durante a campanha, Bolsonaro havia comparado índios em reservas a animais em zoológicos. (G1Estadão / EBC)

3/ O Conselho de Controle de Atividades Financeiras, responsável por identificar as transações suspeitas de ex-assessor de Flávio Bolsonaro, agora passa a se subordinar ao Ministério da Justiça de Sergio Moro. A Comissão de Anistia, responsável pela reparação das vítimas da ditadura militar, passa a fazer parte do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, sob a chefia da pastora Damara Alves. (BBC / EBC)

4/ No Ministério da Educação, foi extinta a Secadi, a secretaria de promoção da diversidade e inclusão social responsável por políticas de ensino para surdos e outras populações vulneráveis. O objetivo em acabar com a secretaria é remover a palavra “diversidade” e as iniciativas sobre temáticas raciais ou de direitos humanos da pauta do MEC. Na área de alfabetização, a aposta é retornar ao método fônico, voltado para a relação entre as letras e os sons, em oposição ao construtivismo, uma teoria de aprendizado que prioriza a aplicação prática do conhecimento, considerada “de esquerda” pelo governo. (Folha / Zero Hora)

5/ O ministro da economia declarou que suas prioridades serão a reforma da Previdência, a abertura do mercado e privatizações. Paulo Guedes, economista liberal formado pela Universidade de Chicago, prometeu durante a campanha “privatizar o que for possível” e zerar o déficit fiscal até 2020. (Veja / G1 / UOL)

Redação