Dia 24 — Nada a Esconder

1/ O governo ampliou o número de servidores que podem determinar o sigilo de dados perante a Lei de Acesso à Informação. Em decreto assinado pelo presidente em exercício, o general Mourão, a classificação “ultrassecreta”, que antes só poderia ser invocada pela alta administração, agora está ao alcance de instâncias inferiores, concedendo a mais de 200 indivíduos o poder de esconder dados públicos por até 25 anos. (R7 / Valor / DW)

2/ Temendo por sua vida, o deputado Jean Wyllys renunciou ao mandato e deve deixar o Brasil. Jean afirmou que “preservar a vida ameaçada também é uma forma de resistência”. O deputado do PSOL, o segundo parlamentar abertamente gay do país, cumpriria seu terceiro mandato. Explicando seus motivos, Jean mencionou o aumento na violência após a eleição de Bolsonaro, citando o caso em que uma travesti teve o coração arrancado e substituído pela imagem de uma santa. Wyllys está sob proteção policial constante desde o assassinato de Marielle Franco, também do PSOL. Seu suplente, David Miranda, prometeu continuar defendendo os direitos das pessoas LGBT. (Veja / Correio / O Globo)

3/ Comentando as acusações em torno de seu filho Flávio, Bolsonaro disse que “não é justo usar o garoto para tentar me atingir”. Em outra entrevista, ele garantiu que “se ele errou e isso ficar provado, lamento como pai, mas ele vai ter que pagar o preço”. Flávio Bolsonaro, investigado por um possível esquema de corrupção em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio, tem 37 anos. (Correio / Valor / Folha)

Redação