Dia 22 — Serviços Prestados

1/ A Polícia Civil do Rio cumpre mandatos de prisão de milicianos envolvidos no assassinato de Marielle Franco. Entre os procurados estão os líderes da milícia, o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães e o tenente reformado da Polícia Militar Maurício Costa. Também foi preso o major da Polícia Militar Ronald Pereira, ainda na ativa. A milícia atuava em grilagem, imóveis ilegais e extorsão, além de manter um grupo de extermínio chamado de “Escritório do Crime”. (Correio / R7)

2/ Flávio Bolsonaro empregava em seu gabinete a esposa e a mãe de Adriano Magalhães, um dos líderes da milícia. Raimunda Nóbrega também consta no relatório da Coaf como uma das funcionárias que repassou dinheiro para Fabrício Queiroz em um suspeito esquema de desvio de salários para os Bolsonaro. (O Globo / Veja / El País)

3/ Pelo menos dois dos membros da milícia receberam homenagens de Flávio Bolsonaro. Em 2004, Flávio homenageou Ronald Pereira por “serviços prestados ao Rio de Janeiro”. Em 2005, foi a vez de Adriano Magalhães, premiado com a Medalha Tiradentes. Quando a Assembleia Legislativa quis dar a mesma homenagem postumamente a Marielle, Flávio Bolsonaro foi o único a votar contra. (G1 / O Globo / Folha)

4/ Em Davos, Bolsonaro fez um discurso curto para o Fórum Econômico Mundial, no qual garantiu que tornaria o Brasil um lugar mais atraente para investidores e turistas. Também afirmou que “o meio ambiente tem que estar casado com o desenvolvimento”, tentando acalmar preocupações globais sobre o futuro das florestas brasileiras. Por fim, Bolsonaro prometeu trabalhar para que a esquerda e o “bolivarismo” não prevaleçam na América do Sul. Moro, também presente no evento, falou do combate à corrupção em termos gerais e não quis comentar os acontecimentos envolvendo o filho do presidente. (BBC / G1 / Veja)

Redação