Dia 21 — Rachadinha

1/ O Conselho de Atividades Financeiras identificou 48 depósitos suspeitos na conta de Flávio Bolsonaro, somando cerca de 100 mil reais em cinco dias. A frequência e o valor dos depósitos sugerem uma tentativa de esconder as operações das autoridades. Segundo o senador eleito, o valor teria vindo da venda de um apartamento em que o comprador, o ex-atleta Fábio Guerra, pagou em dinheiro. (Correio / DW / Valor)

2/ Flávio Bolsonaro comprou mais de 4 milhões em imóveis entre 2014 e 2017, a mesma época em que há suspeita de que ele se beneficiava de um esquema de pedágio dos salários dos funcionários do seu gabinete, a chamada “rachadinha”. Nesse período, o então deputado recebia um salário de 23 mil reais. Em sua defesa, Flávio disse que a maior parte de sua renda vinha de atividade empresarial, sem especificar qual é o negócio em que atua. (Folha / Veja)

3/ Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, movimentou 7 milhões de reais em três anos. Além do milhão de reais em 2016 pelo qual já estava sendo investigado, as transações dos dois anos anteriores na conta de Queiroz somam mais 6 milhões à conta. Queiroz, que recebia salários modestos como policial e assessor, ainda mora em uma casa simples na Zona Oeste do Rio. Os Bolsonaro, por sua vez, multiplicaram seu patrimônio no mesmo período, adquirindo imóveis com valor de mercado de pelo menos 15 milhões de reais. (O Globo / G1 / Folha)

4/ O governador de Goiás declarou estado de calamidade financeira. Se aprovado pela Assembleia Legislativa do estado, o decreto dará liberdade para que o governo renegocie contratos e suspenda serviços não essenciais. Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Mato Grosso já se encontram na mesma situação. (Correio / G1)

Redação