Dia 17 — Foro Privilegiado

1/ A pedido do filho do presidente, o STF suspendeu as investigações sobre Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro. A liminar determina que o processo seja interrompido até que o relator do caso, o ministro Marco Aurélio, se pronuncie. Flávio teria reivindicado foro privilegiado, uma vez que assume o cargo de Senador em fevereiro. Nesse caso, ele só poderia ser julgado pelo próprio STF. A suspeita é que Queiroz atuava como intermediário para que os funcionários do gabinete de Flávio na assembleia legislativa do Rio repassassem parte de seus salários para os Bolsonaro. (El País / R7 / Correio)

2/ O governo indicou um ruralista para chefiar o Serviço Florestal, que agora faz parte do Ministério da Agricultura. O órgão tem entre seus objetivos a recuperação da vegetação nativa e recomposição florestal. Valdir Colatto defende a liberação da caça de animais silvestres, e é contrário à exigência de que propriedades rurais preservem parte da sua vegetação nativa. (G1 / O Globo)

3/ O Ministério do Meio Ambiente recuou e não vai mais cancelar projetos ambientais em andamento. O ofício anterior ordenava a suspensão de todos os contratos e parcerias com ONGs por 90 dias, e foi intensamente criticado por entidades do setor. A intenção do ministro era usar o prazo para fiscalizar os contratos, mas as ONGs afirmam que as informações pedidas já estavam disponíveis ao ministério. Salles também declarou que pretende realizar visitas surpresa aos locais em que os projetos estão sendo executados. (Veja / UOL)

Redação