Dia 16 — Nem Um Centavo

1/ O Ministério do Meio Ambiente suspendeu todos os contratos e parcerias com ONGs. As entidades reclamam que a medida é ilegal, e alertam que ela pode prejudicar a continuidade de projetos em andamento, causando danos ambientais. Só um dos fundos geridos pelo ministério é responsável por mais de 1 bilhão de dólares, vindos da Noruega e da Alemanha, e financia 103 projetos, 54 deles de ONGs. O ministro Ricardo Salles é condenado em primeira instância por improbidade administrativa, por ter supostamente favorecido empresas de mineração em processo de zoneamento ambiental em São Paulo. Durante a campanha, Bolsonaro disse que, se eleito, não daria “nem um centavo” para ONGs. (G1 / Folha / UOL)

2/ Bolsonaro se reuniu com o presidente argentino para discutir o Mercosul e a Venezuela. Macri e Bolsonaro se pronunciaram contra a permanência de Maduro na presidência do país vizinho. Bolsonaro também afirmou estar confiante na ampliação do Mercosul, contrariando declarações do Ministro da Economia de que o acordo comercial não seria uma prioridade do governo. (El País / Correio)

3/ De acordo com o decreto sobre posse de armas, um dos grupos que poderá comprar armas será o de moradores de áreas urbanas em estados com índices de assassinato acima de 10 crimes por 100 mil habitantes. Todas as cidades brasileiras se encaixam nessa definição. (Lupa / BRO)

4/ Um dos indicados pelo governo Bolsonaro ao conselho da Petrobrás renunciou ao cargo. O geólogo John Forman havia sido indicado apesar de condenação pelo crime de uso de informações privilegiadas na venda de ações de outra empresa de petróleo. Em sua carta de renúncia, Forman disse querer “evitar qualquer tipo de constrangimento ou problema para a companhia”. (Veja / G1)

5/ Amiga de Michelle Bolsonaro foi nomeada para cargo no Ministério de Direitos Humanos. Ocupando um dos postos mais altos da pasta e com salário de aproximadamente 17 mil reais, Priscilla Gaspar será Secretária Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Surda e ativista da causa, Priscilla conheceu os Bolsonaro há cerca de três anos por meio da esposa do presidente, que também atua em projetos da área. (O Globo)

Redação