Dia 15 — Cidadãos de Bem

1/ Bolsonaro assinou decreto flexibilizando as regras para a posse de armas. O decreto permite que moradores de “cidades violentas” passem a comprar até quatro armas, bem como donos de comércio, colecionadores, caçadores e agentes públicos das áreas de segurança, inteligência ou correição. O prazo de renovação da licença também aumentou de cinco para dez anos. O decreto prevê que aqueles que moram em casas com crianças preencham uma declaração de que possuem um cofre em casa, mas segundo Bolsonaro não haverá fiscalização: “Nós acreditaremos na declaração. É mais como uma advertência”. Com as mudanças, mais de 60 milhões de brasileiros agora cumprem os requisitos para ter uma arma de fogo. (Folha / R7 / Correio)

errata/ Pelos critérios do decreto, são considerados habitantes de áreas perigosas aqueles que residem em unidades da federação com uma taxa de assassinatos acima de 10 por 100 mil habitantes. Todos os estados brasileiros têm taxas de assassinato acima desse número. (Estadão / Ipea / crédito BRO)

2/ O próximo passo do governo é facilitar o porte de armas em público. Para isso, será preciso mudar ou revogar a lei do Estatuto do Desarmamento. No Congresso, já tramitam 187 projetos com esse objetivo. De acordo com o Mapa da Violência, um estudo sobre homicídios por armas de fogo, cerca de 130 mil pessoas a mais teriam morrido no Brasil sem o Estatuto, uma vez que armas são frequentemente usadas em brigas com vizinhos e familiares, e têm eficácia duvidosa para evitar crimes. O próprio Bolsonaro teve sua arma tomada por um bandido durante assalto em 1995. (Correio / El País / Época)

3/ Indicado pelo governo Bolsonaro para o conselho da Petrobrás foi condenado por uso de informação privilegiada. Segundo a Comissão de Valores Mobiliários, o geólogo John Forman se beneficiou ilegalmente na venda de ações de outra empresa petroleira. Pelo crime, ele foi condenado a pagar multa de mais de 300 mil reais, mas sua defesa recorreu na justiça e o dinheiro ainda não foi pago. Além de John Forman, também foram indicados para o conselho o economista João Cox e o almirante Leal Ferreira, este último atuando como presidente. (Veja / EBC)

Redação