Dia 11 — Amigo Particular

1/ Um amigo de Bolsonaro foi promovido à chefia da gerência de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobrás, elevando seu salário de 15 mil a 50 mil reais. Carlos Guerra, capitão da reserva da Marinha, foi candidato fracassado em duas eleições, nas quais teve o apoio de Bolsonaro. O governo vem sendo criticado por indicações de amigos e parentes com currículos duvidosos, como o diretor da Agência de Exportações que não falava inglês. No Twitter, Bolsonaro apagou uma mensagem em que dizia que “a era do indicado sem capacitação técnica acabou”. (Mamata / Estadão / Veja / Exame)

2/ Os gastos com a transição para o governo Bolsonaro foram decretados sigilosos por oferecerem “elevado risco à estabilidade econômica do país”. O Ministério da Economia se recusou a prestar as informações sobre os valores planejados e gastos durante a transição, financiada com dinheiro público. A declaração de sigilo não informa quem ordenou o sigilo nem qual o prazo para que as informações sejam liberadas, desrespeitando requisitos legais. (UOL / Estadão)

3/ A diretora do departamento de HIV no Ministério da Saúde foi exonerada, contrariando manifestações de apoio de ONGs da área. “Em sua gestão o Brasil voltou a ser referência mundial no enfrentamento da aids”, disse o especialista José Madruga. A demissão de Adele Benzaken está ligada à retirada do ar de uma cartilha de prevenção de doenças voltada para pessoas transsexuais, e à declaração do ministro Henrique Mandetta de que o governo precisava estimular a prevenção do HIV, “mas sem ofender as famílias”. (Correio / Folha / Estadão)

Redação