Dia 100 — O Governo Bolsonaro em Resumo

Dia 1/ Em seu discurso de posse, Bolsonaro manteve a sua postura da campanha, reafirmando seu compromisso de combater a “ideologia de gênero” e de “valorizar a família e nossa tradição judaico-cristã”, além de combater o socialismo e o “politicamente correto”. (Veja / UOL / R7)

Dia 2/ Na reformulação ministerial, uma ruralista ficou no controle da demarcação de terras indígenas, o Meio Ambiente ficou nas mãos de um ministro condenado por favorecer mineradoras ilegalmente, e o ministério da Educação declarou guerra contra temas de diversidade, igualdade racial e de direitos humanos. Na Economia, Guedes declarou que iria “privatizar o que for possível”. (G1 / Folha / Zero Hora / Veja)

Dia 15/ Bolsonaro assinou decreto flexibilizando as regras para posse de armas. Com as mudanças, mais de 60 milhões de brasileiros agora cumprem os requisitos para serem donos de uma arma de fogo. Especialistas apontam que as medidas devem causar um aumento no número de mortes, especialmente em casos de violência doméstica. (Folha / R7 / Correio)

Dia 22/ Depois da prisão de milicianos suspeitos de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco, foi revelado que Flávio Bolsonaro empregava em seu gabinete a mãe e a esposa de um dos líderes da milícia. Dois milicianos por trás do grupo de extermínio “Escritório do Crime” também foram homenageados por Flávio Bolsonaro quando ele era vereador do Rio de Janeiro. (O Globo / Veja / El País)

Dia 49/ O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, foi exonerado. Bebianno estava envolvido com o escândalo do uso de candidatos “laranja” pelo PSL para desviar dinheiro público dos fundos eleitorais. O ex-ministro também brigou com Carlos Bolsonaro, filho do presidente, que o chamou de “mentiroso”. (Folha / R7)

Dia 51/ O governo apresentou sua proposta de reforma da Previdência, aumentando tanto a idade mínima quanto o tempo de contribuição para a aposentadoria, além de reduzir os valores recebidos pelos aposentados. A proposta também diminui o valor mínimo pago a idosos para 400 reais e reduz o valor da aposentadoria por invalidez, entre várias outras perdas para os trabalhadores. (El País / Veja)

Dia 60/ Fabrício Queiroz admitiu que gerenciava o salário dos funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. As transações na conta de Queiroz somam mais de 7 milhões de reais, coincidindo com o período em que a família Bolsonaro multiplicou seu patrimônio e comprou imóveis com valor de mercado de pelo menos 15 milhões de reais. (O Globo / BBC / Folha)

Dia 92/ O desemprego cresceu no governo Bolsonaro, e agora afeta 13 milhões de brasileiros. Também houve um aumento na quantidade de pessoas que desistiram completamente de procurar emprego, atingindo o número recorde de 4,85 milhões. (Globo / Veja)

Dia 98/ O ministro da Educação foi exonerado, marcando a segunda baixa ministerial em pouco mais de três meses de governo. O ex-ministro Ricardo Vélez foi centro de sucessivas polêmicas, incluindo confusões no edital de livros didáticos para as escolas públicas, um pedido de que as escolas gravassem seus alunos cantando o hino e declarações a favor da ditadura. (Veja / R7)

Dia 98/ Bolsonaro tem a pior avaliação de um presidente em primeiro mandato. 30% da população acredita que o governo de Bolsonaro é ruim ou péssimo, contra 19% que pensavam o mesmo de Collor no mesmo período, 16% de FHC, 10% de Lula e 7% de Dilma. Entre os próprios eleitores de Bolsonaro, quase metade já não acredita que ele é um presidente ótimo ou bom. Comentando a pesquisa no Twitter, o presidente enviou apenas a mensagem “kkkk”. (El País / Valor)

Redação