Dia 10 — Atos de Terceiros

1/ Flávio Bolsonaro não compareceu ao depoimento marcado no Ministério Público sobre as movimentações financeiras estranhas em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio. Seu motorista, Fabrício Queiroz, movimentou mais de 1 milhão de reais entre 2016 e 2017, quantia incompatível com sua renda. A suspeita é que Queiroz intermediava um esquema em que os funcionários do gabinete repassavam parte de seus salários para os Bolsonaro. Queiroz e sua família, que também trabalhava no gabinete, faltaram aos seus respectivos depoimentos alegando problemas de saúde. Flávio Bolsonaro disse que irá prestar esclarecimentos em uma data futura, e que não pode ser responsabilizado por atos de terceiros. (Correio / G1 / El País)

2/ O presidente da Agência de Promoção de Exportações, indicado ao cargo por sua amizade com Eduardo Bolsonaro, se recusou a ser demitido. Ontem, o Ministro das Relações Exteriores anunciou que Alex Carreiro teria pedido demissão. Sem experiência na área ou sequer falar inglês, a presença de Carreiro havia causado constrangimento e revolta entre servidores, diplomatas e empresários. Hoje, porém, Alex prestou expediente normal, esclarecendo por meio de assessoria que apenas Bolsonaro teria autoridade para demití-lo. Ele chegou a ir até o Palácio do Planalto pela manhã tentar uma audiência com o presidente, mas não foi recebido. (R7 / Veja)

3/ Após intensa polêmica, o governo Bolsonaro cancelou o edital para livros didáticos que permitia erros, propagandas e conteúdo sem referências bibliográficas. O ministro Ricardo Vélez tentou jogar a culpa na gestão passada, mas os documentos enviados no fim de 2018 não continham as alterações que causaram o imbróglio. Uma sindicância interna foi aberta para investigar o caso. (Veja / Folha / R7)

Redação