Dia 99 — Relações Exteriores

1/ O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos foi exonerado pelo ministro de Relações Exteriores, se tornando o segundo presidente da Apex a ser perder o cargo este ano. O primeiro, Alex Carneiro, não tinha experiência na área nem falava inglês, e durou menos de dez dias no cargo. O segundo, Mario Vilalva, vinha se estranhando com o ministro Ernesto Araújo, que chamou de “desleal” em entrevista. Vilalva, um diplomata com quatro décadas de carreira, afirmou que foi exonerado por se recusar a participar de “um esquema imoral”. O governo não anunciou um substituto. (Correio / G1)

Redação
Dia 98 — Queda

1/ Ricardo Vélez foi exonerado do cargo de ministro da Educação, Bolsonaro anunciou pelo Twitter. Centro de sucessivas polêmicas desde o começo do governo, Vélez será substituído por Abraham Weintraub, um professor universitário próximo de Onyx Lorenzoni, o ministro da Casa Civil. É o segundo ministro de Bolsonaro a perder o cargo: em fevereiro, Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, foi demitido após se estranhar com Carlos Bolsonaro, filho do presidente. (Veja / R7)

2/ O otimismo com a economia caiu após a posse de Bolsonaro. A porcentagem de brasileiros que acreditavam que a economia iria melhorar caiu de 65% em dezembro de 2018 para 50% agora. Paralelamente, analistas do mercado financeiro diminuíram pela quinta vez consecutiva a previsão do crescimento da economia este ano, para 1,97% do PIB. No auge do otimismo do mercado na segunda semana do governo, a previsão era um crescimento de 2,57%. Do lado industrial, 54% dos setores da indústria tiveram queda no primeiro bimestre do governo. (Valor / Veja / R7)

3/ Bolsonaro tem a pior avaliação de um presidente em primeiro mandato. 30% da população acredita que o governo de Bolsonaro é ruim ou péssimo, contra 19% que pensavam o mesmo de Collor no mesmo período, 16% de FHC, 10% de Lula e 7% de Dilma. Entre os próprios eleitores de Bolsonaro, quase metade já não acredita que ele é um presidente ótimo ou bom. Comentando a pesquisa no Twitter, o presidente enviou apenas a mensagem “kkkk”. (El País / Valor)

Redação
Dia 95 — A Perigo

1/ O governo federal leiloou seis áreas portuárias em Belém, continuando sua agenda de privatizações. Em março o governo havia vendido outros quatro portos e doze aeroportos. Embora as privatizações sejam impopulares e tendam a causar aumentos nos preços sem melhoras na qualidade dos serviços, elas continuam uma prioridade do governo Bolsonaro. O ministro da economia, Paulo Guedes, afirmou estar seguro que vão conseguir vender “20% ou 30% das estatais”. (R7 / UOL)

2/ O líder do governo na Câmara está com o cargo a perigo. Em meio a críticas gerais sobre a articulação fraca entre o governo e os parlamentares, o Major Vitor Hugo também foi repreendido por não defender Paulo Guedes da oposição durante a visita do ministro à Comissão de Constituição e Justiça, em que foi chamado de “tchutchuca”. Ainda não há consenso sobre qual seria seu substituto. (Estadão)

3/ Bolsonaro pretende acabar com o horário de verão. Segundo o presidente, o tema já foi discutido com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e deve ser anunciado em breve. Já estudado durante o governo Temer, o fim do horário de verão vem sendo discutido mundialmente, conforme os gastos maiores com ar-condicionado passaram a anular a economia com iluminação no horário alterado. (G1 / Folha)

Redação